• Felipe Ruzene

10 Pratos clássicos feitos com Vinho

Atualizado: Ago 21

Vinho na taça, vinho no prato! A gastronomia clássica nos traz exemplos maravilhosos da versatilidade dos vinhos na cozinha, são sopas, molhos, carnes e até sobremesas onde a bebida auxilia na complexidade dos sabores e torna estas receitas ainda mais inesquecíveis. Pronto para encorporar a Julia Child que há dentro de si? Então, confira estas receitas divinas que separamos! 🍴🥂



Boeuf Bourguignon


Ao citar a indispensável Julia Child, a primeira receita que me vem a cabeça é o Boeuf Bourguignon. O bife à borgonhesa é um prato clássico na gastronomia francesa que consiste, basicamente, em um guisado de carne bovina, vinho tinto e vegetais. Como o próprio nome explicita é um prato proveniente da Borgonha, uma região bastante famosa também por seus vinhos finos de altíssima qualidade. A receita é simples, mas o resultado é incrível, vale muito a pena experimentar! De maneira geral, a carne é cortada em cubos, marinada em vinho tinto com legumes, depois cozida lentamente neste belo molho até ficar super macia, cogumelos e bacon também costumam fazer parte das receitas. Tradicionalmente, come-se com algum macarrão fresco ou pão e com o próprio vinho que se usou no cozimento (se não ele, algum rótulo similar, este é o truque para harmonizar com perfeição).

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Beef Wellington


O Bife Wellington é um prato inglês bastante complexo e muito saboroso. É uma preparação bastante singular de filé mignon, no qual a carne é revestida por um patê, duxelle (uma espécie de redução de cogumelos), depois envolvida em massa folhada e então assado - algumas versões trazem mostarda e presunto cru na receita. O resultado é uma carne suculenta e super saborosa dentro de uma massa crocante e sequinha. A origem do nome é incerta, mas, possilvemente, homenageia o comandante britânico Arthur Wellesley que auxiliou fortemente na derrota de Napoleão na Europa e que se tornou o primeiro Duque de Wellington. Certo, mas onde vai o vinho? Tradicionalmente, o molho que acompanha o Bife que é feito a base de vinho. Originalmente é uma redução de vinho do Porto, vinagre balsâmico e especiarias, porém há versões mais modernas que preferem utilizar um Syrah na preparação! Eu particularmente gosto de ambos os molhos, desde que sobre um pouco de Syrah na minha taça.

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Bouillabaisse/Bisque


Aqui temos duas preparações clássicas francesas, a Bouilabaisse e a Bisque. A Bouilabaisse consiste em uma sopa ou guisado preparado à base de peixes brancos, frutos do mar, vegetais e ervas aromáticas cozidos em vinho branco. Na realidade são duas preparações num mesmo prato, primeiro os peixes e vegetais e (em separado) o caldo ou sopa que serve como base da receita. Há, de maneira similar, a Bisque, uma sopa cuja base são crustáceos, mariscos e vegetais cozidos em vinho branco e engrossados com creme de leite. Ambos os pratos são preciosidades àqueles que não dispensam o fresco sabor do mar que se destaca maravilhosamente com um bom vinho branco leve ou espumante.

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Coniglio/Pollo alla Cacciatora


Agora entramos na iniqualável culinária italiana com o Coniglio ou Pollo alla Cacciatora (Coelho ou Frango à caçadora, em uma tradução literal). Basicamente as receitas são uma só, com a diferença que na primeira a proteína é o coelho e na segunda, o frango. Estes pratos, feitos à moda caçador, levam cebolas, alho, ervas, tomate e por vezes pimentões, cogumelos, alcaparras e outros legumes que são cozidos junto à carne em vinho - tradicionalmente se usa vinho tinto, mas uma variação bastante comum é o alla cacciatora bianco, que leva o vinho branco no lugar. Um bom rótulo de Sangiovese fica incrível com este prato que comumente acompanha massa fresca!

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Coq au Vin


Bastante similar ao pollo alla cacciatora e ao boeuf bourguignon, há o clássico francês Coq au Vin - frango ao vinho. O prato também consiste num guisado de frango em vinho tinto com bacon, cebolas, cogumelos, cenouras, salsão e ervas - neste caso também há uma versão branca, o Coq au Vin Blanc, geralmente feito com Riesling, mas muito pouco comum, há uma preferência nacional pela versão tinta. Aliás, existe uma lenda bastante legal para origem deste prazo: Dizem que, durante as guerras da Gália (por volta de 50 a.C.), o líder dos gauleses enviou a Júlio César um galo de briga, símbolo dos povos que habitavam aquela região, em resposta César mandou fazer um jantar com o galo cozido em vinho, símbolo cultural de Roma. Assim teria nascido o clássico Coq au Vin! Aqui vale a regra do Bourguignon, pode-se harmonizar com o próprio vinho usado na cocção.

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Fondue


Um dia frio, uma taça de vinho... isso logo nos remete a um delicioso fondue em frente à lareira! Um dos pratos mais famosos da Suíça é conhecido por ficar sempre quentinho graças à lamparina que fica sob o fondue. A receita original é a de queijo, apesar de haver muitas variações hoje em dia (chocolate, carne, doce de leite, etc), feito com Gruyère e Emmental fundidos com vinho branco. Na verdade a receita tradicional é feita com um suco destilado alemão de cerejas pretas, a Kirsch, porém (talvez devido à raridade do produto) se adaptou para o vinho branco, mesmo nos restaurantes clássicos suíços. Este é um prato perfeito para dois, pode acompanhar pães, carnes, batatas, legumes e, é claro, com uma bela taça de vinho - recomendo um branco mais complexo!

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Homard Thermidor


A lagosta é um dos mais saborosos e desejados frutos do mar e uma das receitas mais conhecidas é o clássico francês Lagosta (Homard) à Thermidor. Nele a carne da lagosta é cozida em um riquíssimo molho de vinho branco, com brandy e gemas de ovos e uma casca crocante de queijo gratinado, comumente Gruyère, sob a lagosta. O nome deste prato faz referência a uma peça de Victorien Sardou sobre o período do terror da Revolução Francesa, chamado Thermidor. Como estratégia de marketing para vender mais ingressos e mais pratos, Tony Girod teria criado a receita para o Café de Paris. Este é um delicioso prato para celebrar com uma bela taça de vinho branco ou até um espumante!

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Ragu (Bolognesa e Napoletano)


O ragu é uma receita italiana conhecidíssima do Brasil, sobretudo a versão bolonhesa. Um ragu é essencialmente um molho à base de uma carne cozida, bastante comum como acompanhamento de massas, polentas e purês. As duas versões mais famosas deste clássico da Itália são: Napoletano (napolitana) e Bolognesa (bolonhesa). O napoletano pode levar diferentes tipos de carnes cozidas em fogo baixo ou médio durante várias horas, até desmanchar, a receita também leva extrato de tomate, azeite, cebola, vinho tinto e água - esta versão costuma acompanhar massas como usado rigatoni ou fusilli. A bolognesa é feita com carne moída, geralmente bovina, com tomate e vinho branco (sim, apesar do senso comum imaginar que bolonhesa leva vinho tinto, tradicionalmente é feito com branco), leva também bacon, cenoura, salsão, leite e manteiga - esta versão costuma acompanhar spaghetti, fettuccine ou pappardelle. Agora é só não esquecer de guardar uma taça do vinho para ti, que este prato harmoniza bem com tintos e brancos!

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Stracotto


Esta é outra receita italiana de carne com vinho, o Stracotto. Um clássico no qual uma carne de longa cocção é amolecida lentamente no fogo baixo em um molho com temperos, ervas, caldo de carne e vinho tinto. A carne é muito bem cozida, a ponto de ficar super macia mas sem perder a consistência, depois é fatiada bem fininho e disposta sobre o acompanhamento, normalmente uma polenta ou uma massa de fio. O molho deste cozido é sensacional e harmoniza perfeitamente com vinhos mais tânicos e potentes.

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Poires à La Belle Hélène


Por fim, é claro, não poderia faltar uma sobremesa! Esta é uma receita maravilhosa da França, que (na minha opinião) tem as melhores receitas de sobremesas. Este prato foi criado pelo Chef Auguste Escoffier em homenagem à ópera parisiense La Belle Hélène. São basicamente peras cozidas em um caldo com água, um vinho tinto leve e especiarias, depois cobertas com ganache de chocolate, são perfeitas com creme chantilly ou uma bola de sorvete de baunilha ao lado! A receita costuma levar vinhos franceses não muito potentes, um Pinot Noir ou Gamay, por exemplo. O ideal é harmonizar depois com um vinho tão doce quanto a sobremesa, um espumante Moscato ou um vinho do Porto são boas opções!

Confira aqui a receita completa!



Então, abra uma garrafa de vinho, separe aquela taça para si e bora cozinhar! 🍷🍽

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