• Felipe Ruzene

O velho e o novo Mundo dos vinhos

Atualizado: Ago 21


Tu já deves ter ouvido as expressões Velho Mundo ou Novo Mundo no que se refere aos vinhos. Existem muitas diferenças entre as bebidas produzidas nestas duas regiões, portanto, neste post, falaremos um pouco mais sobre estas nomenclaturas muito comuns no universo vitivinícola.



Pode-se dizer que tais expressões se referem à procedência geográfica dos vinhos,de maneira geral, velho mundo corresponde às bebidas da Europa e novo mundo aos vinhos procedentes de países que passaram pelo processo de conquista europeia.


Como destaques do Velho Mundo podemos citar Alemanha, Espanha, França, Itália e Portugal, sem nos esquecermos que não se limitam a tais países. O Reino Unido, Países Baixos, Croácia, Eslovênia, Hungria, Israel e China, entre outras nações, também possuem bons rótulos no mercado.


Por outro lado, no Novo Mundo temos as antigas colônias europeias que hoje se especializaram na produção vinícola. Seus destaques são a África do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Estados Unidos e Uruguai. Mas há ainda o Canadá, Nova Zelândia, Índia e México, bastante presentes na atualidade.


O Velho Mundo


Ao dizermos que certa bebida é do novo ou do velho mundo, além da geografia, isso nos remete a diversos processos e modos de pensar o vinho.


A produção europeia é muito voltada à tradição por meio do chamado Terroir, a junção da região, ao clima e solo. Assim, são produtores mais conservadores, voltados às práticas enoculturais de seus antepassados e mantendo vivas bebidas milenares. Outra prática comum em território europeu são as rígidas e restritivas leis que visam cercear a produção dos vinhos de acordo com a região, garantindo uma certa autenticidade. Justamente por isso é comum que os rótulos do velho mundo tragam o nome da região produtora e não das uvas que o geraram. Afinal, esses vinhos foram produzidos através do conhecimento de seus enólogos e de uma rica herança cultural. O vinho do velho mundo presa pela tradição.


Muitos sommeliers apontam para a sutileza dos vinhos europeus, sendo bebidas complexas, com presença de taninos, aromas minerais e boa acidez, normalmente passam por um estágio em barrica para agregar elementos ao vinho. Seus rótulos, tintos ou brancos, visam apresentar sabores com as qualidades que a região pode oferecer às uvas.





O Novo Mundo


Enquanto isso, o novo mundo tem investido em novas tecnologias, favorecendo e diversificando o mercado, a produção e o conhecimento sobre o vinho. Seus produtores, por não terem que seguir restritas legislações de elaboração, tem ampliado os sabores, perfumes e experiências ao consumir vinhos dos mais diversos com inovadoras técnicas. Estes vinhos ganham cada vez mais adeptos no mercado consumidor, uma vez que podem adaptar livremente as características de suas bebidas para agradar seus clientes.


Nos Estados Unidos, durante o século XX, iniciou-se a prática de estampar o nome da(s) casta(s) nos rótulos dos vinhos. Esta foi uma estratégia mercadológica para chamar atenção dos consumidores que agora podem se identificar com o estilo e características de cada uva. O vinho do novo mundo presa pela diversidade e tecnologia.


As bebidas do novo mundo são, geralmente, mais intensas com fortes cores e perfumes. A grande maioria dos rótulos são pensados para o consumo ainda jovens, sem barrica, e visam apresentar os sabores e qualidades das próprias uvas que compõem o vinho.

De fato há muitas diferenças entre os vinhos do velho e do novo mundo e, se formos analisar de perto, as divergências são grandes mesmo entre estas regiões. Por isso não podemos definir qual deles produz os melhores vinhos, ambos possuem suas qualidades de formas distintas.


Então, aventure-se em ambos os mundos, conheça novos rótulos, aromas e sabores, independentemente de onde vierem. Beba e viva sem preconceitos, saúde!

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