• Felipe Ruzene

Representação feminina em Aristófanes e Shakespeare [Artigo]


Artigo científico intitulado "A Lisístrata e a Megera: panoramas da figura feminina na dramaturgia de Aristófanes e Shakespeare" publicado pela Revista Discente Ofícios de Clio, do Laboratório de Ensino de História (LEH) e Programa de Pós-Gradução em História (PPGH) da Universidade Federal de Pelotas - RS.


Autoria: Felipe Daniel Ruzene, Orientação: Dr.ª Nathália Monseff Junqueira (UFMS/CPAN).



Tal artigo promove uma reflexão acerca da representação da figura feminina ao longo de determinados períodos históricos. Para tal definimos como recorte temporal dois períodos distintos: a antiguidade clássica grega, mais propriamente a cidade-estado de Atenas, e a Inglaterra moderna durante a dinastia Tudor-Stuart, na chamada renascença britânica. Dentro destes recortes, realizamos nossas análises por meio de duas obras teatrais, especificamente dramaturgias voltadas para a comédia, que nos mostram um pouco sobre como os autores visualizam as mulheres de sua época. Ambas as peças, bastante conhecidas, tem como personagens principais mulheres e seu enredo gira em torno de temáticas consideradas femininas para a época.


Apresentamos inicialmente um breve histórico de modo a analisarmos o período em que tais obras foram escritas, bem como o meio em que seus autores estavam inseridos. A posteriori, examinamos os papéis sociais atribuídos às mulheres por uma camada da sociedade daquele período. Associamos, assim, algumas práticas das mulheres atenienses com a mais famosa comédia do dramaturgo grego Aristófanes – a “Lisístrata”, de modo a compreender os pormenores dos papéis sociais que cabiam a figura feminina na pólis. Em seguida, compararemos os papéis sociais comumente atribuídos às mulheres na modernidade inglesa (mais especificamente do período elisabetano) à comédia “A megera domada” de William Shakespeare, construindo uma análise semelhante à anterior.


Por fim, visamos levar o leitor a observar como era a representação da mulher nas artes teatrais, também como as sociedades viam as relações entre os gêneros nestes períodos, e os perfis idealizados atribuídos às mulheres, isso mediante a ótica destes autores. Assim, debatemos sobre as discussões acerca da figura feminina, quando inserida num determinado período histórico e imaginário social.


Referência: RUZENE, Felipe D. A Lisístrata e a Megera: panoramas da figura feminina na dramaturgia de Aristófanes e Shakespeare. Revista Discente Ofícios de Clio, Pelotas, v. 5, n. 9, p. 01-15, 2020.


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Ofícios de Clio - UFPel

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