Reservado, Reserva ou Gran Reserva

Atualizado: Mar 19

Constantemente nos deparamos com expressões, as mais diversas, nos rótulos de vinhos. Exemplo disso são os termos Reservado, Reserva ou Gran Reserva. Mas, afinal, qual a diferença? E que mudanças isso traz para o resultado do vinho? Se tu queres saber mais a este respeito este post é para ti! Vamos lá?!


Bom, para começar, primeiro temos que saber qual a diferença entre estes termos e isso depende, inclusive, da legislação de cada país. Na região de Rioja, da Espanha, os vinhos tintos só podem receber a nomenclatura de Reserva se passarem, no mínimo, três anos envelhecendo, sendo obrigatório o uso de barris de carvalho pelo menos no primeiro ano. O Gran Reserva, por sua vez, necessita de cinco anos de envelhecimento, com dois anos em carvalho. Então, se encontrares o termo Reserva ou Gran Reserva em um Tempranillo de Rioja (por exemplo) já sabes qual o caso. Diferentemente, na Itália, o termo Reserva, ou Riserva, é utilizado para vinhos com pelo menos cinco anos de envelhecimento, sendo três em barris de carvalho.


Por outro lado, países como Argentina, Brasil e Chile, não possuem uma legislação específica que trate o assunto, portanto os termos são meramente comerciais e podem ser utilizados a partir de critérios definidos pelo próprio produtor.


Por isso, cuidado! Um vinho pode ser vendido como Reserva no Brasil sem possuir nenhuma diferença das versões que não trazem tal nomenclatura (exceto o preço).


Todavia, de maneira geral, os termos Reservado, Reserva e Gran Reserva compreendem (para uma mesma marca) uma escala crescente de qualidade, tanto na seleção das uvas, quanto no processo de envelhecimento e guarda do vinho. Então, comumente, é assim, há os rótulos "comuns", de entrada, estes são os Reservados, que não necessariamente passam por um período de envelhecimento ou guarda. Os Reservas passam por um curto período de envelhecimento o que agrega complexidade e valor aos rótulos. Por fim, os Gran Reserva são altamente selecionados desde a colheita até o envelhecimento, exigindo maiores cuidados que os demais. Muitos produtores usam este termo para os melhores vinhos que produzem.


Contudo, repito, não há quaisquer leis que garantam que assim seja, somente na Europa. Justamente por essa confusão que os termos podem trazer, muitos produtores tem especificado as diferenças no verso dos rótulos, dizendo o porquê da adoção daquela nomenclatura. Ainda, a ABS-RS (Associação Brasileira de Sommeliers - Rio Grande do Sul) recomenda que os termos sejam adotados da seguinte forma: Reservado - para vinhos de entrada, sem tratamentos especiais/ Reserva - para vinhos com no mínimo 11% de teor alcoólico, chaptalização de até 1%, 12 meses de amadurecimento para os tintos e 6 meses para os brancos, sendo opcional o uso de madeira/ Gran Reserva - para vinhos com no mínimo 11% de teor alcoólico feitos a partir de uvas em plena maturidade, sem nenhuma chaptalização, 18 meses de amadurecimento para os tintos e 12 meses para os brancos e rosés.


Em suma, ao comprar um vinho Reserva Especial, Reserva ou Gran Reserva, em geral, adquire-se um vinho de qualidade superior, produzido segundo avançados critérios e que apresenta sabores e aromas muito mais complexos. Se o rótulo em questão é proveniente do Antigo Mundo, existem regras muito específicas para tal, portanto, com certeza, estará levando um vinho altamente selecionado e com grande tempo de envelhecimento e guarda.



E, aí! Será que esclareceu um pouco sobre a divergência entre o Reservado, Reserva e Gran Reserva? Se restou alguma dúvida conta aqui para a gente!

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