• Felipe Ruzene

Teatro Nô e Tragédia Grega [Capítulo]

Capítulo intitulado "Teatro Nô: arte performática japonesa e suas relações com a Tragédia Grega", publicado no livro Mundos em Movimento: Extremo Oriente, organizado pelo Dr. André Bueno e editado pelo Projeto Orientalismo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em alusão aos Artigos publicados nos Anais do 5º Simpósio Eletrônico Internacional de História Oriental.



Este artigo publicado como capítulo de livro editado pela UERJ, tem como objetivo promover uma reflexão acerca das representações e das características de uma das vertentes dos quatros estilos tradicionais do teatro japonês (Nô, Kyôgen, Kabuki e Bunraku). Assim analisamos estritamente as propriedades do teatro Nô e ponderamos sobre as constantes comparações desta arte performática oriental com o teatro ocidental, denotado pela tragédia grega do período clássico helênico. O interesse na história do teatro se expressa visto que este é “um dos gêneros que mais se relaciona com o próprio tempo em que foi composto”. A arte dramática muito expressa sobre as preocupações, sentimentos e anseios comuns à sociedade, de modo que o teatro se desenvolveu ao longo dos tempos como uma importante ferramenta histórico-educacional que proporciona ao expectador uma elaborada leitura das realidades históricas e da visão dos autores sobre seu próprio contexto.


Inicialmente, debatemos a formação da teatralidade Nôgaku no Japão, de modo a compreender o contexto e caracteres que fundamentam a arte Nô, bem como assimilar suas tecnicidades e elementos (atuações, dança e música, máscaras, cenário, etc.). A posteriori, estabelecemos uma analogia entre o teatro Nô japonês e a tragédia clássica do teatro grego antigo, observando aproximações e distanciamentos entre ambas as manifestações artísticas.


Cabe ressaltar que o mito constitui uma memória de origem no Japão, de modo que o surgimento do teatro, remonta alegoricamente aos deuses. Seu surgimento faz menção à dança da deusa Ama-no-Uzume diante da caverna onde Amaterasu-ōmikami, a deusa do Sol, havia se escondido, afundando todo o mundo em trevas. Com sua performance Uzume conseguiu atrair Amaterasu, trazendo a luz do sol de volta à Terra. Assim, o teatro Nô se constitui como elemento de nobreza na sociedade nipônica, em virtude de estabelecer uma linhagem direta com a história xintoísta da deusa da alegria Uzume, que havia descido ao mundo para dar origem à família imperial e aos primeiros sacerdotes, além de difundir o teatro, com seu canto e dança, nas mais diversas formas de representação, aos seres humanos. À vista disso, entre arte, história e espiritualidade, foi sendo composto, através dos séculos, o “ideograma teatral” que é o Nô japonês.


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Referência Capítulo:

RUZENE, F. D. Teatro Nô: arte performática japonesa e suas relações com a Tragédia Grega. In: BUENO, André (Org.). Mundos em movimento: Extremo Oriente. Rio de Janeiro: Projeto Orientalismo/UERJ, 2021. p. 92-97.


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Referência Artigo:

RUZENE, F. D. Teatro Nô: arte performática japonesa e suas relações com a Tragédia Grega. In: 5º Simpósio Eletrônico Internacional de História Oriental, Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: https://simporiente2021eo.blogspot.com/p/felipe-ruzene.html

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