• Felipe Ruzene

Uvas finas e Uvas de mesa

Atualizado: Ago 21


Duas das nomenclaturas mais fundamentais para aqueles que se aventuram no mundo dos vinhos são: Vinho Fino e Vinho de Mesa. Logo, faz-se essencial observarmos as diferenças entre eles.



De maneira geral a tipologia do vinho esta atrelada à uva produtora. As videiras fazem parte de um gênero chamado Vitis, que, por sua vez, se divide em mais de quarenta espécies, dentre elas a Vitis Vinífera, a Vitis Lambrusca, Vitis rupestris, Vitis riparia, Vitis bourquina, entre outras. Podemos dizer que qualquer uva gera vinho, contudo as uvas da espécie Vitis Vinífera são consideradas ideais e se destinam apenas à fermentação. Variedades como Cabernet, Malbec, Merlot, Tannat, Chardonnay, etc, são castas Viníferas e as particularidades estruturais destas uvas fazem delas as responsáveis pelos chamados vinhos finos.


Por outro lado, as demais espécies de uvas são comumente destinadas ao consumo in natura ou à elaboração de outros produtos (tais como sucos integrais, geleias, uvas passas, etc). Estas castas geram o vinho de mesa, assim chamados por serem considerados dispares e inferiores estruturalmente em relação às uvas viníferas, isto segundo a crítica especializada. Feitas estas considerações, caso encontre no rótulo do vinho os dizeres “Vinho fino” ou mesmo “Vinho fino de mesa” isso indica que tal bebida foi realizada por meio da fermentação de uvas Vitis Vinífera. Contudo, se o rótulo apresenta a nomenclatura “Vinho de mesa” este contém outra espécie de uva.


Assim sendo, as terminologias vinho fino ou de mesa existem para apresentar ao cliente a qualidade das uvas utilizadas durante a produção do rótulo em questão. Porém, vale ressaltar que o bom vinho é definido pelo nosso paladar. Independentemente da casta ou espécie da uva, o que realmente importa no final é que a bebida lhe agrade!



CURIOSIDADE

Segundo a Revista Adega do site UOL, no ano de 2018 o consumo per capta de vinho no Brasil atingiu 1,93 litros por habitante acima de 18 anos de idade, dos quais apenas 0,71 litros representa o consumo de vinhos finos. Assim, o mercado brasileiro consome consideravelmente mais vinhos de mesa.

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